Febre amarela em MG: vacinação é a principal prevenção, reforça Governo de Minas
A vacinação em dia continua sendo a principal forma de prevenção contra a febre amarela, reforçou o Governo de Minas nesta quinta-feira (16). A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) emitiu um alerta após a identificação do vírus em primatas não humanos em diversas regiões do estado, o que eleva o risco de transmissão para a população.
O que é a febre amarela
A febre amarela é uma doença viral aguda que pode evoluir para óbito. A transmissão ocorre pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado — não há contágio direto de pessoa para pessoa. Os sintomas iniciais incluem febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas e fadiga, podendo evoluir para forma grave com icterícia (pele amarelada) e hemorragias.
Situação em Minas Gerais em 2026
Até o momento, não foram confirmados casos da doença em humanos em Minas Gerais neste ano. Porém, 69 casos suspeitos já foram notificados pelas autoridades de saúde.
O cenário de maior preocupação está entre os primatas não humanos (macacos): foram notificadas 632 epizootias no estado, das quais 33 foram confirmadas para o vírus da febre amarela. A circulação do vírus entre os animais silvestres é um sinal de alerta para o risco de transmissão aos seres humanos.
Vacina gratuita em todas as unidades de saúde
O subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, Eduardo Prosdocimi, reforçou que a febre amarela é uma doença imunoprevenível e que a vacina é a medida mais eficaz de proteção.
“A melhor medida de prevenção é a vacina, que está disponível de forma gratuita em todas as unidades de saúde e nos vacimóveis”, destaca Prosdocimi.
A vacina está indicada para pessoas a partir de 9 meses de idade que residam ou viajem para áreas de recomendação vacinal — o que inclui a maior parte de Minas Gerais, especialmente regiões de mata como a Zona da Mata.
Período de maior risco vai de dezembro a maio
A SES-MG alerta que o período entre dezembro e maio concentra o maior número de casos da doença, devido às condições climáticas favoráveis à proliferação do mosquito transmissor. Além da vacinação, a população deve adotar medidas como:
- Uso de repelente em áreas de mata
- Roupas que cubram braços e pernas
- Eliminação de criadouros do Aedes aegypti
- Procurar atendimento médico imediato em caso de sintomas
Fonte: Agência Minas
